quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Editorial
Nos aproximamos do Natal. De noite já se percebem luzes pelas casas, pelas ruas. Os enfeites nas cores verde, vermelho, dourado e prateado invadem as portas e as janelas das casas e do comércio. Eis que chega o espírito do Natal!
No entanto, esse não deve ser o verdadeiro espírito natalino, pois Jesus, o menino Deus, veio em meio às palhas opacas e sem brilho, sem piscas ou luzes coloridas e sem os oponentes presentes em lindos embrulhos.
Talvez não percebamos, mas naquele tempo, não existia a mítica figura do Papai Noel, nem por isso aquele natal foi o mais triste. Nessa despojada noite, Jesus teve a oportunidade de despertar um verdadeiro espírito natalino, iluminado pelas estrelas do céu, recebendo a visita dos pobres que reconheceram o menino, como sendo um grande presente o seu nascimento. Os reis que o visitaram, vindos de tão longe, o contemplaram com olhos de gratidão, por caminharem de tão longe atrás de uma profecia e naquele momento, enfim, ver diante de si a realização. Assim gratos, ofereceram presentes que não foram descartados quando o menino se cansou deles. O menino recebeu presentes que o acompanharam para a vida toda.
Não havia naquela noite, no estábulo, um banquete repleto de guloseimas e sabores diversos, mas havia sim, a certeza de que quem estava ali era bem-vindo. Ainda que fossem convidados oficialmente, encontraram as portas e as janelas abertas.
Eis nosso tempo propício, o tempo do Advento, que nos prepara pra esse grande encontro, na noite mais iluminada, encontrar o menino Deus. Nessa noite mais iluminada, deixar-se iluminar, e repleto dessa luz aquecer também o nosso coração.
Façamos a experiência de retorno ao verdadeiro amor. O menino nos ensina a nos prostrarmos, reconhecendo nossa pequenez e assim, mudarmos nosso coração e atitude. Aprendamos a promover a PAZ e a FRATERNIDADE!
Padre Alessandro Nascimento
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